{"id":354482,"date":"2026-10-24T04:27:55","date_gmt":"2026-10-24T07:27:55","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunabrasilia.com.br\/2\/mulheres-rurais-celebram-seu-dia-com-programacao-especial-na-emater-df\/"},"modified":"2026-10-24T04:27:55","modified_gmt":"2026-10-24T07:27:55","slug":"mulheres-rurais-celebram-seu-dia-com-programacao-especial-na-emater-df","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunabrasilia.com.br\/2\/mulheres-rurais-celebram-seu-dia-com-programacao-especial-na-emater-df\/","title":{"rendered":"Mulheres rurais celebram seu dia com programa\u00e7\u00e3o especial na Emater-DF"},"content":{"rendered":"<p><em>O evento reuniu 60 mulheres de diversas \u00e1reas rurais do Distrito Federal<\/em><\/p>\n<p>Ela acordou cedo, como quase todos os dias, mas hoje vestiu uma camisa diferente. A camiseta bege enviada pela Emater-DF que descreveu bem o que vai dentro do peito: \u201cMulheres em TransformA\u00e7\u00e3o\u201d. B\u00e1rbara Alves da Veiga, saiu do Assentamento M\u00e1rcia Cordeiro Leite, em Planaltina, e foi comemorar o Dia Internacional da Mulher Rural, neste 15 de outubro, no edif\u00edcio sede da Emater-DF, na Asa Norte, junto com outras 60 mulheres rurais do Distrito Federal.<\/p>\n<p>Nascida e criada na ro\u00e7a, no auge dos seus 70 anos, B\u00e1rbara \u00e9 uma das mais de 8 mil mulheres rurais do Distrito Federal que recebem assist\u00eancia e apoio da Emater-DF. Mulheres que produzem alimentos, cuidam das fam\u00edlias e movimentam comunidades inteiras sem, muitas vezes, receberem o reconhecimento devido.<\/p>\n<p>Na chegada, o acolhimento falou mais alto. \u201cHoje o dia \u00e9 muito especial, s\u00e3o v\u00e1rias oficinas, \u00e9 um momento de crescimento, di\u00e1logo, de conversa, de compartilhar ideias, hist\u00f3rias e experi\u00eancias\u201d, disse a diretora-executiva da Emater-DF, Loiselene Trindade, na abertura oficial do evento. Ela recebeu as participantes ao lado do presidente da Emater-DF, Cleison Duval, e da equipe organizadora do evento, liderada por Selma Tavares e Sheila Nunes.<\/p>\n<p>\u201cHoje o dia \u00e9 de voc\u00eas, que lutam todos os dias para cuidar da lavoura, da casa e para cuidar tamb\u00e9m das suas finan\u00e7as. Dia de valorizar os produtos que voc\u00eas transformam em neg\u00f3cios. A Emater est\u00e1 aqui para auxiliar, para mostrar que voc\u00eas s\u00e3o guerreiras e podem ter a atividade que quiserem realizar, e que com isso voc\u00eas podem trazer riqueza para suas fam\u00edlias\u201d, destacou o presidente da Emater-DF.<\/p>\n<p>O primeiro gesto do dia foi o caf\u00e9 da ro\u00e7a. P\u00e3ozinho, cuscuz, bolo caseiro, suco, salada de frutas e caf\u00e9 coado. Cada detalhe preparado para dizer: voc\u00eas s\u00e3o vistas, voc\u00eas s\u00e3o importantes.<\/p>\n<p>Em seguida, as mulheres foram divididas em tr\u00eas grupos, que circulavam por oficinas simult\u00e2neas. Na primeira parada, a mat\u00e9ria-prima acess\u00edvel a todas: banana, aveia e cacau em p\u00f3, que se transformaram em brigadeiros gostosos e saud\u00e1veis. As extensionistas da Emater-DF mostraram que \u00e9 poss\u00edvel usar ingredientes comuns para criar doces sem tirar os olhos da sa\u00fade.<\/p>\n<p>Na oficina seguinte, o mel. Elas aprenderam a temperar com pimenta e gengibre, descobrindo que um produto que ela j\u00e1 dominava pode ganhar nova roupagem, novo sabor e, quem sabe, novos clientes. O aprendizado foi uma nova manipula\u00e7\u00e3o que cabe no bolso e ainda pode virar renda.<\/p>\n<p>A terceira oficina foi a mais delicada de todas. O bordado no papel transformou agulha, linha e paci\u00eancia em mimos capazes de acompanhar um produto ou virar presente para algu\u00e9m querido. Ali, o que se ensinava n\u00e3o era s\u00f3 t\u00e9cnica: era a certeza de que o olhar sens\u00edvel pode fazer elementos simples virarem arte, identidade e valor.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nia Nunes se apresenta como coletora. Em sua ch\u00e1cara, no n\u00facleo Rural Lage da Jib\u00f3ia, em Ceil\u00e2ndia, ela aproveita todo o Cerrado que j\u00e1 estava l\u00e1 quando ela chegou e extrai seus frutos como castanha de baru, cagaita e jatob\u00e1. Para ela, aprender com a Emater-DF \u00e9 uma alegria. \u201cA gente tinha o material, mas n\u00e3o tinha o conhecimento para transformar esse material em renda. Ent\u00e3o tem sido muito bom, porque o conhecimento abre portas\u201d, afirma a agricultora e extrativista.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as oficinas, durante o almo\u00e7o, teve participa\u00e7\u00e3o especial da produtora rural Maria Rodrigues, do Assentamento El Shaday, cantando para as mulheres. No corredor ao lado, empregados e visitantes da empresa prestigiavam a feirinha \u201cProsa, troca e venda\u201d, onde quitutes, artesanatos e acess\u00f3rios feitos por elas encontraram compradores e admiradores.<\/p>\n<p>O ponto alto do dia foi a din\u00e2mica \u201cCooperar para prosperar\u201d, que desafiou cada mulher a colocar na mesa seu produto, junto com o seu maior desafio. Novamente reunidas em grupos, o objetivo era pensar coletivamente nas potencialidades e nas solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Maria das Gra\u00e7as Ferreira, produtora rural de hortali\u00e7as em Brazl\u00e2ndia, colocou em palavras os desafios que muitas mulheres rurais tamb\u00e9m vivem. \u201cO maior desafio na \u00e1rea rural hoje em dia \u00e9 a gente vender o produto da gente, porque se n\u00e3o tiver banca na feira, n\u00e3o tem como a gente vender. A Emater ajuda a gente a acessar o programa do governo Pnae [Programa Nacional da Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar], mas o que n\u00e3o vende para o Pnae, a gente tem que sair vendendo picado. E hoje tamb\u00e9m n\u00e3o tem mais funcion\u00e1rio bom que queira trabalhar na ro\u00e7a junto com a gente\u201d, explicou Maria das Gra\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cCom essa din\u00e2mica, o nosso objetivo era mostrar a import\u00e2ncia da organiza\u00e7\u00e3o coletiva. Porque elas trabalham muito, mas geralmente sozinhas e se voc\u00ea unir for\u00e7as, pode conseguir pre\u00e7os melhores para comprar material, pode ter mais volume para fechar uma comercializa\u00e7\u00e3o e pode dividir custos como transporte ou maquin\u00e1rios, por exemplo\u201d, destacou a extensionista rural Selma Tavares, que conduziu o momento com as mulheres.<\/p>\n<p>O dia especial se despediu com o Bingo da Prosa e do Riso. Cerca de 20 pr\u00eamios entre ecobags, avental, arranjos de flores e chocolates foram entregues. Mas o bem mais valioso elas levaram no cora\u00e7\u00e3o: a certeza de que seu trabalho n\u00e3o \u00e9 em v\u00e3o e que seus frutos fazem do campo um lugar cada dia melhor.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.jornaldoplanalto.com.br\/mulheres-rurais-celebram-seu-dia-com-programacao-especial-na-emater-df\/\">Mulheres rurais celebram seu dia com programa\u00e7\u00e3o especial na Emater-DF<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.jornaldoplanalto.com.br\/\">Jornal do Planalto<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O evento reuniu 60 mulheres de diversas \u00e1reas rurais do Distrito Federal Ela acordou cedo, como quase todos os dias, mas hoje vestiu uma camisa diferente. A camiseta bege enviada pela Emater-DF que descreveu bem o que vai dentro do peito: \u201cMulheres em TransformA\u00e7\u00e3o\u201d. 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