Rodrigo Rollemberg (PSB) foi governador do Distrito Federal entre 2015 a 2018. Seu governo é considerado até hoje como um dos piores das história.
Em 2017, Rollemberg transferiu ações do BRB ao Iprev para recompor garfada em aposentados.
O primeiro saque de Rollemberg ao Iprev, de quase R$ 1,3 bilhão, ocorreu em 2015. O segundo, de R$ 493 milhões, foi feito no ano seguinte. Para recompor parte do dinheiro retirado dos aposentados do DF, o então governador anunciou a transferência de ações do BRB ao Iprev em 2017. Os papéis, segundo avaliação feita à época pelo GDF, valiam um total de R$ 531,4 milhões. Hoje, essas mesmas ações, impactadas pela depreciação sofrida com o caso do Banco Master, são avaliadas em cerca de R$ 406,5 milhões. Ou seja: em números brutos, o prejuízo gira em torno de R$ 124,8 milhões.
Mas quando se atualiza os R$ 531,4 milhões que o GDF repassou ao Iprev em ações do BRB, o rombo é assustador. Se o instituto tivesse feito aplicações em investimentos de renda fixa ao invés de lançar a sorte na renda variável, poderia ter lucrado mais de R$ 470 milhões.
Segundo apuração do Metrópoles, em estimativas conservadoras e levando-se em conta a taxa acumulada do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), hoje os R$ 531 milhões valeriam mais de R$ 1 bilhão, considerando-se 100% do CDI. A projeção é feita pelo Banco Central, na página da Calculadora do Cidadão.
Rollemberg iniciou um movimento que dilapidou as reservas do Iprev, que até então era superavitário. De 2015 para cá, as ações sofreram um movimento contínuo de desvalorização e caíram ainda mais após a fracassada tentativa de o BRB comprar o Banco Master. A operação de aquisição, anunciada em setembro de 2025, naufragou e se desdobrou em uma sucessão de escândalos.
Hoje, o Iprev convive com um risco crescente de não fechar as contas, o que ameaça a sustentabilidade do Regime Próprio de Previdência Social do DF e a subsistência dos mais de 75.861 mil aposentados e pensionistas que recebem mensalmente recursos do instituto.
Enquanto isso, o “paladino da moralidade pública” do PSB faz oposição ao governador Ibaneis Rocha (MDB)…
RICARDO LEAL E A OPERAÇÃO CIRCUS MAXIMUS
Rollemberg é, como todo esquerdista, oportunista de plantão que ataca adversários mas que não enxerga os próprios erros, pecados e até crimes conta o erário.
A força-tarefa Greenfield, de Brasília, deflagrou, em 29 de janeiro de 2019, a Operação Circus Maximus, que mirou supostas fraudes no Banco Regional de Brasília (BRB). “A operação visa desarticular uma organização criminosa instalada no Banco de Brasília (BRB) que, desde 2014 (governo Agnelo) , vem praticando, junto com empresários e agentes financeiros autônomos, crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro, gestão temerária, entre outros”, afirmou a Procuradoria.
De acordo com o Ministério Público Federal em Brasília, foram “executados mandados de prisão temporária e preventiva, além de busca e apreensão de documentos, aparelhos eletrônicos e telefones celulares em endereços comerciais e residenciais no Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo”.
O Ministério Público Federal denunciou 17 pessoas por crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro, gestão temerária, entre outros, durante o governo de Rodrigo Rollemberg. Entre os investigados estavam um neto do ex-presidente da República João Figueiredo (1979-1985), Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, e um filho do ator Francisco Cuoco, Diogo Cuoco.
Elas foram acusadas de participar de um suposto esquema de irregularidades no BRB envolvendo fundos de investimento que teve participação de agentes públicos, financeiros autônomos e empresários.
O empresário e lobista Ricardo Leal, conhecido arrecadador de recursos para a então campanha de Rollemberg ao GDF em 2014, com a vitória do socialista passou a “mandar” no BRB e até se tornou conselheiro.
Após a deflagração da operação da PF, tempos depois Ricardo Leal conseguiu trancar a açao penal que pesava contra ele e outros ex-diretores do banco. E isso aconteceu quando ele já pensava em fazer uma delação premiada, fato que preocupava bastante o núcleo político de Rollemberg.
O post Rollemberg, Iprev e Circus Maximus apareceu primeiro em Donny Silva.



















